Mulheres, personalidades honradíssimas
Temos nós, orgulho em tê-las.
Mãe, amada, irmã... amiguíssimas
Impossível não percebê-las.
Desde as meigas, às extremistas,
Não há quem possa vencê-las.
Como mãe, semeia esperança
Como irmã, espalha fervor
Se esposa, há perseverança
Se sofrida, nos causa dor
Se trabalhadora, emite confiança,
Mas em tudo, cultiva amor.
Mulher, símbolo da vida,
Imagem da perfeição.
Tantas vezes abatida
Por causa da traição
De alguém que, "enlouquecida"
Entregou seu coração.
Com palavras vim demonstrar,
Da humanidade a gratidão,
Tu mereces compartilhar
De toda realização,
Pois está sempre a participar
Do que enaltece uma nação.
Independente do nome
Que você recebeu,
É a maior demonstração
De beleza, garra, amor.... fé.
Por tudo isso você conquistou
O Dia Internacional da Mulher.
quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Passando por passar
Acho que minha dor é meio nômade. Ontem era no joelho, hoje veio para a costela. Coisas de gente com a saúde pra lá de Bagdá.
Os dias estão passando tão devagar, parece que é de propósito. Quero muito que passe Carnaval, que passe mês de Março, pra em Abril eu saber o que vai ser de mim. Ando sonolenta demais, até ficar de pé me causa incômodos. Sofro com dores nos joelhos e coluna, peso exacerbado!
Já tentei uma vez, não me deixaram fazer, mesmo com a esteatose. Se, por mais uma vez, eu for barrada, entro com um processo contra meu plano, porque a comorbidade, eu tenho.
Já me disseram que esse médico que eu marquei é o mel
hor de Fortaleza. Isso eu não sei, mas que é requisitado, isso é. Marquei a consulta em Janeiro e só tem vaga para Abril. Se tudo correr nos conformes, quero me operar em Julho, na minha quinzena de férias, e entrar com um atestado de 15 dias. Já sei todos os protocolos, exames, médicos, enfim todos os processos burocráticos que hei de passar, só que dessa vez, não sei por que, sinto-me mais confiante.
Meus amigos não sabem. Da minha família, poucos sabem. Não quero gerar expectativas e depois frustrá-las, como da outra vez. E gerar expectativas nos outros é gerar em mim mesma.
Busco apoio no vento, no nada, não sei onde. Mas nunca
me senti tão bem apoiada numa decisão. Ler blogs de pessoas que fizeram esse procedimento, me faz parecer passar por todos aqueles momentos junto delas. Então eu acho que é isso! Tô tirando inspiração de quem nem conheço. Passo horas e até dias lendo os blogs, ou textos relacionados, ou vendo imagens de antes e depois. Preciso ficar confiante, pensar que essas burocracias são só o meio do caminho, mas que o final está lá e de lá não sairá.

'Deus, eu preciso de Ti. Da tua misericórdia na minha vida, porque, sozinha, eu não consigo aguentar tanta inquietude no meu coração. Contempla os meus desejos, meus planos, meu clamor e faz a Tua vontade, que é a melhor opção sempre, mesmo que eu não entenda e até mesmo me irrite. Acalma meu coração. Amém.'
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
A ficha caiu...

Cada dia me percebo o quão mais doente eu me torno. O quanto mais compulsividade essa doença me proporciona. Uma doença que acarreta uma infinidade de outras. Sono intenso, dores, preguiça, dores, incapacidade, dores .. Hoje eu sinto muita dor! Isso sem contar o reflexo no âmbito social. Tenho vergonha de tudo e de todo mundo, reprimo sentimentos, atitudes, comportamentos por achar que não cabe a alguém como EU esse tipo de personalidade. Me sinto só apenas por ser diferente, por não ter aquele padrão aceitável, por me pre-conceituar inútil, incapaz, impotente. Solidão.. Quanto tempo mais eu vou ter que passar por isso? Não aguento mais passar vergonha! Ver o que eu tanto quero não podendo ser meu. NÃO ME VENHA COM FRASES FEITAS DE RELIGIÃO. EU MAIS DO QUE NINGUÉM SEI TODAS DE COR E SALTEADO!
Marquei o médico. Farei de tudo pra dar certo. Eu não aguento mais sentir dor no corpo, na cabeça, no coração, na moral, que eu não tenho mais. Aquelas brincadeiras chatas e inconvenientes que só pessoas como eu sabem.
Coloquei isso na cabeça, SOU DOENTE. Assim como um narcótico, um alcoólatra, tenho uma compulsão que já me deu até crise de abstinência por tentar me livrar dela só. Preciso de ajuda e isso só eu sei, porque eu tenho tanta vergonha de compartilhar isso com as pessoas que eu acho que se importam comigo, medo de ser motivo de chacota mais uma vez, que eu guardo aquilo que nem sei se faz bem guardar. Tomei uma decisão de me assumir. SOU DOENTE!
Me assumi e começo a caminhada contra minha doença. Deus me ajude.
SOU DOENTE. SOU OBESA!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Eu estou vazia. Estou bem, sim, mas tem um oco dentro de mim. Não dói, na maioria das vezes, mas falta. Não tenho os mesmos desejos de antes, nem as paixões, nem os planos. Não é ruim, apenas não é mais. Eu mudei. Continuo mudando. Agora tem faculdade, emprego com carteira assinada. Essas coisas são ótimas. Estou tendo mais juízo, mais responsabilidades, vivendo pro meu trabalho e pros meus estudos. Muitos dizem que eu tô certa, errada eu sei que não estou, mas eu me sinto vivendo só 50% do que minha vida é. Os meus amigos eu conto nos dedos de uma mão só, eu realmente conto nos dedos de uma mão só. Não que eu queira que eles voltem pra mim, não sinto falta dos amigos que eu tive, mas das amizades e dos sentimentos que elas me proporcionavam. Dos 5 amigos que eu tenho, 4 namoram e em breve casam, sem dúvida, e a que está solteira mora longe, não a vejo a muito tempo. Não que o namoro seja algo ruim, e não é, mas as prioridades mudam e no fundo todos sabem que o sentimento realmente se divide. Eu não cobro. Não tenho direito de cobrar. Aceito e me calo, mas o tempo que tenho, sugo deles o máximo que posso.
Amores eu não sei onde encontrar. Antes vivia cheio deles dentro de mim, hoje, não sei mais nem o que é estar apaixonado. Ando com a desculpa de que me falta tempo pra isso, mas na verdade me falta o interesse e a vontade de sentir todas aqueles calafrios e borboletas no estômago. Não critico, só não me sinto mais cativada.
As pessoas dizem que isso é amadurecer, pra mim isso é endurecer, isso sim. Me despreocupação me preocupa. Será que vou sentir algo por alguém outra vez? Ou vou endurecer de vez e tornar-me uma mulher que vive para trabalhar?
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Mudar ou abrir mão?
Eu dizer pra alguém que o amo, não quer mesmo dizer que eu amo, ou não amo do jeito que se espera. Às vezes tem que se explicar bem uma coisa porque o que é doce pra mim pode não ser o suficiente pro outro. Do mesmo jeito que as palavras se confundem sendo as mesmas, os sentimentos também.
O que pra mim é rude, pra outro nem tanto, o que pra outro é triste pra mim é superficial.
Consegui ter uma baita briga hoje por isso.
Não é fácil lidar com pessoas! Principalmente aquelas que não se tem vínculos familiares. Porque uma mãe é respeitada independente do que diz e um filho deve obedecer independente do que seja, teoricamente. Mas e aquela pessoa que é apenas um amigo, ou colega? A maioria das pessoas desse mundo não são nossos parentes e podem até nos entender, mas não tem que concordar. E aí é onde acontece os ESTRESSES!
Quando se começa um relacionamento, seja ele qual for, tem que passar pela parte de abrir mão de si um pouco pelo outro e o outro por você. É difícil pra muitas pessoas. E a grande maioria delas pensa em mudança, mas não é disso que eu falo. Mudar muitas vezes é mais fácil que abdicar. Quando se muda, troca uma coisa pela outra, mas quando se abdica, acabou! Ou aquilo morre, ou seu relacionamento morre.
Por isso que muitos relacionamentos não duram. Porque algum gosto ou princípio é mais importante que o outro, porque na verdade sua felicidade não depende dos dois, mas só de você.
Saber amar é perdoar, dizer não a mim e sim a nós dois...

Estou vendo os anos passando tão rápido, mas só vejo os dias engatinhando. Sinto falta dos dias que se foram, uma nostalgia que às vezes me deixa horas fora do plano físico em que me encontro. Mas maior que minha nostalgia, é a ansiedade pelo futuro bem incerto que a vida está me propondo.
Não é alegria, mas também não chega a ser tristeza. É bom quando vejo que pode dar certo, mas é mil vezes pior quando percebo que não é bem certo. Tento mudar o foco, esquecer um pouco os planos, mas em uma conversa ou outra volto à estaca zero. Meu mundo tem girado em torno de medo e ansiedade do e por FUTURO.
Medo de ficar só, medo de ficar mal acompanhada, medo de ser má companhia, medo de escolher errado, medo de escolher certo, mas me arrepender de não seguir meu coração. Tenho tanto medo de contrariar meu coração e mergulhar numa tristeza e arrependimento sem volta. O que é melhor pra mim, nem sempre é o que eu desejo.
Aquela faculdade, aquele garoto, aquela vida.. aahh aquela vida! Sempre a quis, mas não sei nem por onde começar pra tê-la. Sou muito impulsiva e impaciente, não tenho paciência nem pra esperar, nem pra adquirir paciência. Tenho me dado mal em muitas coisas por isso. Não sei esperar pelo melhor, tenho me conformado com o suficiente, e isso tem me trazido más consequencias.
Peço a Deus paciência, domínio próprio e mansidão. Peço todos os dias, persistentemente. Mas se não vem logo, eu me frustro. Acho que Deus quer que eu treine isso, que não é do dia pra noite, é com os dias. E até começo, mas quando eu vejo que posso, mesmo não devendo fazer, faço, com medo de perder e não ter nunca mais. Mesmo sabendo que não é pra agora, que é melhor pro futuro, dentro do meu coração tem medo.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
ATHENA..

Demorei dois dias pra escrever sobre ela.. Precisei tomar forças, coragem, fôlego, esquecer a tristeza e reviver os momentos felizes que eu tive com ela..
Dia 09/10/2010, faleceu a minha PRIMEIRA cachorra. Athena. Pastor Alemão, médio porte, 12 anos de idade, nascida em Fortaleza no dia 04/03/1998.
Ela chegou na minha casa como um presente pro meu pai. E que presente! Tão linda!! Toda pretinha, com um lacinho vermelho na cabeça, dentro de um cestinho de madeira. Seu choro de filhote, mais parecia miados de um gatinho com fome, mas eu não me importava, só tinha mais vontade ainda de pô-la no colo e acalentar sua saudade da mamãe. Os primeiros dias foram de cuidado, lembro-me muito bem que ela só queria dormir dentro dos sapatos do meu pai, perto das meias pretas.
A cada dia que passava, ela ficava mais linda e mais travessa também. Passou de dormir em sapatos, para comê-los. Mas ela não comia só os sapatos, comia qualquer coisa que lhe viesse a frente e lhe fosse interessante.
Quando meu pai casou, ela veio junto, mas antes disso, já fazia parte da família. Muitos diziam que a única coisa que ela não fazia, era sentar à mesa e usar os talheres. Tão educada a minha menina, tão obediente. Nunca deu nenhum trabalho. E era fiel, leal e companheira! De quantos ladrões e trombadinhas ela nos livrou? Perdi as contas. Quantas vezes eu não estava triste e parecia que ela sentia e vinha deitar ao meu lado, como se me consolasse às mazelas? Quantas viagens e banhos de piscina?
Ahh água!! Ela amava água.. Rio, mar, piscina.. Seja o que fosse, quando a empregada lavava o quintal e deixava algumas poças de água, não demorava muito, lá estava ela deitada sobre as poças..
Nesses últimos meses, já não nos conhecia de longe. Seu olfato já estava gasto e sua audição também. Ela latia com vigor, como se um alheio quisesse tomar posse do que é dela, mas bastava chegarmos mais perto e falarmos mansinho, que suas orelhas já murchavam e seu rabo já abanava quem estava atrás. Sabia pedir carinho, sabia "dizer" quando estava com fome, tinha "ódio" dos entregadores de água, "ciúmes" de quem nos abraçava e instinto de proteção contra o que nos ameaçava.
Um dia antes dela partir, eu não conseguia dormir de madrugada, umas coisas ruins me acontecera e eu chorava muito na madrugada. Fui até cinco da matina. Ela olhou pra mim, me viu sentada no chão chorando muito, chegou perto, deitou ao meu lado e ficou me olhando, suplicando carinho.. Foi a nossa despedida!
Ahhh Athena.. Você já me faz tanta falta. Muitos me disseram: mas Karol, ela era uma cachorra.. Pra esses eu digo: mas ela nunca me decepcionou, me deu carinho, atenção, AMOR, nunca reclamou nem julgou, e todas as suas respostas às nossas atitudes, mesmo quando brigávamos com ela, sempre foi de submissão, respeito e amor..
Sinto sua falta meu amor! Mas quero, assim como a Yasmin, acreditar que você foi morar no céu dos cachorrinhos.
Se eu pudesse mandar-te uma mensagem agora, seria que: Nós sempre amamos você, você vai morar pra sempre no meu coração e nas minhas lembranças, você fez parte da minha vida e da minha história, você foi importante pra mim, foi minha companheira durante 12 anos. Sinto muito a sua falta meu anjo..
Felizes os cães, que pelo faro descobrem os amigos. Machado de Assis
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